Incubadora de empresas da Lusófona arranca

Do café ao controlo das contas da casa, alunos da Lusófona Information System School (LISS) apresentaram cinco ideias empreendedoras a um júri de potenciais investidores. O primeiro passo da incubadora empresarial da Lusófona está dado.

Os alunos da cadeira anual de projeto empresarial, da 1ª edição do MBA de Sistemas de Informação e Empreendedorismo, da Lusófona Information System School (LISS), apresentaram projetos empreendedores a um júri de investidores, no dia 18 de junho, na Universidade Lusófona.

Os projetos centraram-se na utilização de aplicações para dispositivos móveis, mas os temas foram variados: desde uma forma de pedir um café mais rapidamente, até uma aplicação que nos permite saber quanto gastamos nas nossas casas, ajudando-nos a definir melhor os nossos planos de poupança.

Frente a frente com investidores

O prémio foi “o contacto direto com potenciais investidores” acolhendo-os “naquilo que é o futuro centro de incubação empresarial da própria Lusófona, que está neste momento a ser criado”, explicou ao LOC Rui Ribeiro, diretor executivo da LISS.

Cada grupo teve cinco minutos para convencer os investidores do potencial das suas ideias, numa apresentação em que revelaram quem seriam os parceiros, o que tornava a ideia inovadora, a projeção do lucro, os planos de vendas e os pedidos de investimento necessários.

Antes desta apresentação, os grupos tiveram que simular, numa plataforma de crowdsourcing, o impacto das suas ideias no mercado.

“Há que atacar o mercado global”

O júri foi crítico, sublinhou a importância das ideias, a necessidade de inovação, as dificuldades em repor os investimentos e as possíveis reações dos mercados às ideias apresentadas.

José Jesus, investidor em start-ups e membro do júri, explica que quando se trata de criar uma ideia, “Portugal não existe. Não vale a pena ter uma ideia para vender em Portugal. Há que atacar o mercado global”, e que não é sempre da mesma maneira que se entra nos mercados todos, “uma pessoa tem que ter uma mensagem clara e uma ideia sexy”.

Quanto ao futuro dos projetos, com base nas críticas, cabe a cada grupo decidir se continuarão a investir neles ou se partem à procura de outra ideia.

Diana Tavares
Redação LOC