O Empreendedorismo é a chave do futuro

Com o mercado de trabalho praticamente saturado, todos procuram encontrar a chave para o sucesso nos dias de hoje. Muitos dos projetos "morrem" por falta de apoio ou por falta de financiamento e nem chegam a ver a luz do dia. No entanto, há uma solução. Empreender é a palavra de ordem e a ajuda chega através do Centro de Incubação Empresarial Jorge Rocha de Matos.

Inaugurado no 31 de Outubro, à margem da abertura do ano letivo da Escola de Comunicação, Artes e Tecnologias de Informação (ECATI) da Universidade Lusófona, o centro, cujo embaixador é o empresário Jorge Rocha de Matos, tem como objetivo principal "dar aso a que a criatividade e a inovação dentro do Grupo Lusófona tenha aplicabilidade prática", explica Rui Ribeiro, mentor do projeto.

Num universo de milhares de alunos que constituem a Universidade Lusófona existem muitos "com a capacidade de criar e inovar", refere Rui Ribeiro, que acrescenta que todos os meses chegam pedidos de apoio para projetos de várias áreas. Para serem admitidos, os alunos precisam que as suas ideias sejam aprovadas através de um processo de seleção, e só depois conseguem entrar na incubadora.

Dividida em três momentos, a Incubadora Empresarial procura numa primeira fase "acolher aos alunos para que sejam dados os primeiros passos". Nas fases posteriores o projeto procura "preparar os futuros quadros empresariais para que saibam gerir as empresas num espaço cada vez mais competitivo", explica Rui Ribeiro.

Para Jorge Rocha de Matos este centro é "extremamente importante". Na ótica do empresário e embaixador do projeto, em tempos de crise e de dificuldade "é importante" que a universidade "forneça instrumentos para os alunos enfrentarem os desafios que o mercado de trabalho impõe". Mais que uma oportunidade, "é importante concretizar os sonhos que os alunos têm de construir a vida".

Jorge Rocha de Matos, tem 70 anos, e é um empresário que tem dado um grande contributo ao nosso país, passando por várias empresas a nível nacional. Neste momento é presidente da Fundação Associação Industrial Portuguesa. Com um vasto currículo ao nível empresarial, o comendador procura e tem-se destacado pela reflexão aprofundada sobre os desafios que se colocam à economia e à comunidade portuguesas, procurando reforçar a sua articulação com o desenvolvimento do espaço Lusófono.

Habituado a papéis secundários, Jorge Rocha de Matos mostrou-se "feliz" por ter dado o nome ao Centro de Incubação Empresarial. O empresário destaca "a grande qualidade das infraestruturas e espera que os alunos aproveitem aquilo que lhes está a ser dado". Através de uma comparação com o passado, onde havia "empregos para a vida inteira", para o futuro, Jorge Rocha de Matos deixa um aviso aos estudantes: "Sejam empreendedores e criem o vosso próprio negócio".

União em tempos de dificuldade

Com provas dadas e com credenciais bem firmadas, a ECATI é já uma das principais escolas do universo Lusófona. Com a crise em pano de fundo, a abertura do novo ano letivo traz novas dificuldades, mas também muitos desafios. "Continuar o trabalho que tem trazido muito sucesso". É este o caminho que tem ser feito, segundo José Bragança de Miranda.

O diretor da ECATI apela à união de todos, porque "juntos o caminho torna-se mais fácil". José Bragança de Miranda identifica alguns problemas inerentes à crise, como a dificuldade na constituição das turmas de pós-laboral que "são vitais para a universidade" e a "falta de apoio do estado às famílias mais carenciadas que estão no desemprego e que não conseguem pagar os estudos".

Em consonância com o diretor da ECATI está Manuel Damásio ao referir que "o maior desafio é vencer". O administrador da Universidade Lusófona realça que estão reunidas todas "as condições para que se possa vencer" e que o maior problema está identificado. Para combater a falta de pagamento das propinas a instituição "tomou medidas para ajudar esses alunos porque o mais importante é que não se abandone os estudos", sublinha.

Manuel Damásio enaltece "o papel que a ECATI tem dentro da Universidade Lusófona ao trazer um grande prestígio." O administrador refere ainda o "equilíbrio e o progresso" da Escola de Comunicação, Artes e Tecnologias de Informação em tempos de dificuldade e apela, como tinha feito José Bragança de Miranda à união de professores, alunos e de toda a estrutura "para que o futuro possa ser ainda melhor".

Com 17 licenciaturas, 13 mestrados, 4 doutoramentos, pós-graduações e vários centros de investigação, a ECATI é já uma das principais opções para quem ingressa na Universidade Lusófona. Com "rigor e qualidade" o objetivo no futuro passa por aumentar as unidades curriculares, garante José Bragança de Miranda.

Tomás Tim-Tim
Jornalista LOC